• Ana Rita Silva

Agir sobre o clima é bom para a Terra e é uma estratégia empresarial inteligente

As alterações climáticas e o aquecimento global são um tema já em ampla discussão há muito tempo e os gases com efeito de estufa desempenham um papel importante nesta questão.


Embora este seja um fenómeno natural, as atividades humanas são responsáveis por quase todo o aumento de gases com efeito de estufa na atmosfera ao longo dos últimos 150 anos.


As principais causas para a crise climática incluem a queima de combustíveis fósseis para energia, a agricultura intensiva e a remoção de florestas e árvores para criar espaços para outros fins.


Nos últimos 100 anos, a temperatura média na Terra aqueceu em 1°C. Na nossa vida quotidiana, com certeza não notamos grande diferença, mas este aumento de temperatura tem um impacto significativo no planeta.


É, por isso, essencial unir esforços para combater este problema. No entanto, os esforços coletivos que têm sido feitos, não chegam para reverter este problema.

Muitas empresas têm-se comprometido a abordar as suas próprias ações e a dar os primeiros passos.


Empresas dos sectores do petróleo, gás, produção de eletricidade, automóvel, alimentar e financeiro estão a demonstrar que agir sobre o clima é bom para a Terra e é, também, uma estratégia empresarial inteligente.


A Shell, por exemplo, reconhece que precisa não só de reduzir as emissões operacionais, mas também as emissões associadas à utilização dos seus produtos. Para tal, lançou um programa em 2017 que visa reduzir a sua pegada líquida de carbono. A BP, investiu no StoreDot, um carregador de baterias ultrarrápido para veículos elétricos.


Os fabricantes de automóveis também se juntaram a estas iniciativas e prometem produzir mais veículos elétricos e melhorar a eficiência no fabrico dos seus produtos. A General Motors comprometeu-se a utilizar 100% de energia renovável até 2050. Também a Toyota planeia eliminar as emissões de CO2, até 2050, nas suas operações e cadeia de fornecimento, bem como integrar materiais reciclados na produção de novos veículos.


Empresas do ramo alimentar estão, também, atentas neste sentido. A Nestlé, por exemplo, criou uma linha de investimento de 3 mil milhões de euros para os próximos cinco anos para reduzir a sua pegada carbónica. A multinacional suíça tem o compromisso de atingir a neutralidade até 2050, prevendo reduzir para metade as emissões de Gases com Efeito de Estufa até 2030.


A Microsoft é também já um exemplo de boas práticas que se comprometeu a reduzir as emissões operacionais em 75% até 2030, mas tem funcionado como 100% neutra em carbono desde 2012.


A redução das emissões de carbono e de gases de efeito de estufa seriam muito mais difíceis se não existisse uma ação empresarial voluntária. As empresas desempenham um papel crucial numa sociedade, e o facto de tomarem iniciativas de criar as suas próprias políticas torna-as atores chave na luta contra a crise climática. Temos todos de nos unir, ser responsabilizados e adotar medidas que ajudem neste combate contra a crise climática.


Saiba mais.

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