• Ana Rita Silva

Aliar a natureza e a tecnologia reforça a adaptação climática

Atualizado: Ago 25

“O mundo acabou de concluir a década mais quente de que há registo”, de acordo com a Estratégia de Adaptação Climática da União Europeia.




Existe, então, a necessidade de adotar sistemas mais inteligentes e centrados nas comunidades e ecossistemas locais que ajudem na reversão deste problema e a chave, esteve, sempre, ao nosso inteiro dispor, na natureza.

Soluções baseadas na natureza e aliadas às inovações tecnológicas, aumentam a resiliência climática, a biodiversidade e contribuem para múltiplos objetivos do Green Deal.


"Por exemplo, a agricultura e a silvicultura podem beneficiar de sensores inovadores e de uma melhor monitorização para desenvolver novas estratégias de controlo de pragas. E novas máquinas de precisão para a lavoura podem ser utilizadas para reduzir a perda de carbono do solo", disse Daniel Zimmer, Diretor do Uso Sustentável do Solo, EIT Climate-KIC.

Neste sentido, a Syngenta Crop Protection e Insilico Medicine estão em colaborações “para acelerar inovação e o desenvolvimento de novas e mais eficazes soluções de proteção de culturas contra pragas, doenças e infestantes, que simultaneamente protegem os ecossistemas”. Estes usam a inteligência artificial para criar novas soluções sustentáveis para proteger as culturas agrícolas. A aliança entre a natureza e a inteligência artificial fornece aos agricultores de todo o mundo as “ferramentas necessárias para produzir alimentos saudáveis, nutritivos, acessíveis e cultivados de forma sustentável da maneira mais eficiente, ao mesmo tempo em que minimiza o impacto ambiental", tal como é mencionado no artigo.


O projeto Carbon Farming está, também, a utilizar a tecnologia de uma forma fascinante, utilizando satélites para monitorizar a saúde das culturas, o que resulta numa maior precisão na redução de custos e escalabilidade, e, em última análise, na mitigação e adaptação às alterações climáticas.


Outra solução baseada na natureza é o sequestro de carbono no solo, um processo em que o carbono atmosférico é estrategicamente armazenado no solo aumentando assim a sua matéria orgânica, o que por sua vez leva a uma maior capacidade de retenção de água e fertilidade. Estas propriedades permitem às culturas ajustarem-se mais facilmente às condições de seca provocadas pelas alterações climáticas.


Neste sentido, em 2018, a empresa suíça Quantis, financiada pelo EIT Climate-KIC e em parceria com empresas agroalimentares desenvolveram o geoFootprint. No cerne desta ideia está que, pegadas espacialmente explícitas e calculadas em escala global, facilitariam a nossa capacidade de medir, entender e monitorizar diferentes práticas agrícolas e acelerar a transição para sistemas de produção alimentares, fibras e materiais mais sustentáveis. O geoFootprint visa fomentar a sustentabilidade da agricultura através da inovação. Esta é uma ferramenta que combina dados de imagens de satélite com dados de parâmetros ambientais, permitindo aos utilizadores visualizar, com alta resolução, num mapa mundial interativo, as pegadas de carbono das culturas.


De acordo com a Estratégia de Adaptação Climática da UE, "As alterações climáticas estão a acontecer hoje, pelo que temos de construir um amanhã mais resiliente (…). As pessoas, o planeta e a prosperidade são vulneráveis às alterações climáticas, pelo que temos de prevenir o não adaptável e de nos adaptarmos ao não previsível. E temos de o fazer rapidamente, e de uma forma mais inteligente e sistémica".


Este artigo foi escrito com base em link.







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