• Sílvia Moreira

Existe uma relação entre alimentação biológica e risco de cancro reduzido?

O tratamento do cancro vai para além da luta contra a doença. A par da eliminação das células cancerígenas, a mente, o espírito e o resto do corpo do paciente devem ser tratados.


Uma dieta saudável e equilibrada é aconselhável para todos nós; no caso de sofrermos com alguma patologia, tal como o cancro, devemos dar ao nosso organismo uma dieta adequada e variada que lhe permita reforçar o sistema imunitário e estar preparado para tolerar melhor o tratamento e os seus possíveis efeitos secundários.

Não é, portanto, novidade, que a alimentação dita convencional, rica em produtos processados e contaminada por pesticidas poderá ter consequências negativas na saúde da população. Para apoiar esta hipótese, uma equipa de investigação em França seguiu setenta mil voluntários entre 2009 e 2016. A conclusão geral deste mega-estudo foi que pode existir uma redução de 25% de risco de cancro para quem consume, preferencialmente, alimentos biológicos.


Os investigadores do Instituto de Investigação Agronómica Francês explicam estes resultados devido à presença elevada de resíduos de pesticidas sintéticos nos alimentos provenientes de agricultura convencional e intensiva. Já a relação com o risco de aparecimento de cancro foi concluída por comparação dos vários grupos de estudo e a frequência com que consomem produtos biológicos (habitualmente, ocasionalmente, raramente), e o aparecimento de diversos casos de cancro.


Segundo Philip Landrigan, epidemiologista do Boston College, EUA, fica agora “muito reforçada a possibilidade de uma relação entre o risco evidenciado de doença oncológica e a presença de resíduos de pesticidas na alimentação”.


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