• Daniela Fonseca

Porque beber três copos de vinho ou ingerir uma mão cheia de frutos vermelhos pode baixar a pressão

O maior consumo de alimentos ricos em flavonóides como o vinho tinto, frutos vermelhos, maçãs, pêras e chá podem diminuir a pressão arterial, um benefício parcialmente explicado pela ação da microbiota intestinal.

Os flavonoides são compostos fenólicos naturalmente encontrados em plantas, nomeadamente frutas e legumes, chá, vinho, entre outros. A literatura reporta grandes evidências acerca dos benefícios do consumo de flavonóides, com atividade antioxidante e anti-inflamatória e, portanto, tendo um impacto positivo na incidência de doenças crónicas, incluindo doenças cardiovasculares e neurodegenerativas.


Num estudo recente coordenado pelo Prof. Aedin Cassidy do Instituto de Segurança Alimentar Global (IGFS) da Universidade de Queens em Belfast, demonstrou-se que os adultos que consomem alimentos ricos em flavonóides apresentam uma redução clínica da pressão arterial quando comparados com os seus pares. O efeito cardioprotetor dos flavonóides deve-se ao papel desempenhado pela microbiota intestinal.


A equipa de investigadores da Universidade de Queens e da Universidade de Kiel examinou a ligação entre ingerir flavonóides, pressão arterial e o microbioma intestinal. Dos 904 adultos envolvidos no estudo, onde 57 por cento eram homens, foi-lhes pedido que avaliassem a sua ingestão alimentar com um questionário. Depois, o microbioma intestinal foi avaliado e a pressão arterial foi medida.

A pesquisa descobriu que um maior consumo de alimentos ricos em flavonóides reduz a pressão arterial, resulta numa maior diversidade microbiana e numa menor abundância de Parabacteroides – as espécies bacterianas predominantes no intestino. Além disso, a investigação revelou que beber 250ml de vinho tinto por semana, pouco menos de três copos pequenos, estava associado a uma diminuição média de 3,7 mm Hg na pressão arterial sistólica, dos quais 15 por cento podem ser explicados pelo microbioma intestinal. Isto sugere que estes microorganismos desempenham um papel fundamental no metabolismo dos flavonóides, melhorando o seu efeito cardioprotetor.


No futuro, é necessária uma investigação mais aprofundada para ter uma visão clara do papel da variabilidade individual do metabolismo dos flavonóides, o que pode explicar por que algumas pessoas têm maiores benefícios de proteção cardiovascular quando ingerem alimentos ricos em flavonoides do que outras.


O que comemos desempenha um papel fundamental na composição do nosso microbioma intestinal, pelo que os efeitos dos alimentos ricos em flavonóides são alcançáveis com simples alterações na dieta diária, segundo o investigador. Portanto, vamos brindar a esta notícia e beber 3 copos de vinho tinto por semana e ingerir uma mão cheia de frutos vermelhos.


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